Nasceu em Reus, no dia 24 de março de 1815, quinta-feira santa. No dia seguinte, recebe, nas águas batismais, o nome de Rosa Francisca Maria de los Dolores.
Seus pais são: José Molas, natural de Barcelona, e María Vallvé, de Reus. Um lar de trabalhadores exemplares, onde a fé, o caráter, o amor e as sólidas virtudes cristãs serão o clima que respirou Maria de los Dolores. E entre o lar e a escola acontece sua infância e adolescência.
Até uma tarde de Reis de 1841, em que deixa sigilosamente a casa paterna e segue ao Hospital de Reus para fazer-se religiosa, ela já estava com 26 anos. No dia seguinte a encontramos em uma sala de enfermos com o hábito das “Filhas da Caridade” e um nome novo. Agora é Irmã María Rosa.
Passa depois a Casa de Caridade na mesma cidade, para fazer-se cargo de uma classe de meninas e levar a direção do Colégio de senhoritas.
De Reus a Tortosa. Em 18 de março de 1849, com 34 anos, é transferida para Casa de Misericórdia, que atravessa um momento lamentável. A esta delicada missão vai como superiora, com mais 4 irmãs.
Que encontraram?
Um panorama impressionante. Porém, em seguida, há uma mudança radical: os asilados encontram comida quente, a roupa limpa, muito amor nas irmãs e uma mãe em Maria Rosa.
Abre uma escola gratuita na Casa de Misericórdia, para as crianças dos arredores próximos e, dois anos mais tarde, recebe o cargo de uma escola pública na cidade. Em 1852 recebe o título de mestra e assume a direção do Hospital de Santa Cruz, que também atravessa um momento difícil. Esta é a obra de María Rosa em Tortosa. Três estabelecimentos sob sua direção. Porém, fica por realizar a obra mais importante: a fundação das Irmãs de Nossa Senhora da Consolação.
Como era Santa Maria Rosa?
Rosto tranquilo e pacífico; olhos negros, profundos, de olhar sereno e humilde; toda sua presença respirando equilíbrio. Natural, humilde e digna.
Mulher inteligente e aberta, firme e calma, carinhosa e forte. Disponível de si e dona de si. Construtora da paz, da esperança e do amor. Enamorada de Deus, experimenta em sua vida sua misericórdia e consolação, e se faz um coisa simples, porém fecundo, para o irmão necessitado de Deus, da misericórdia e do consolo.
Destaca nela uma inquebrantável firmeza de vontade e uma integridade pouco comum. Exerce influência, tem prestígio. Sua fibra temperamental, plenamente combinada entre a fortaleza e a doçura.
Tem um grande coração: “A todas as horas e em todas as circunstâncias seu coração acolheu a inquietude, a pena e a amargura do próximo”. Traços claros e equilíbrio justo. Estas duas constantes — amor a Deus e ao próximo — lhe dão um equilíbrio de personalidade, uma maturidade como mulher e uma fisionomia própria.
Fundada a Congregação, sua missão consoladora se estende pela Superfície e Campo de Tarragona, e entramos no ano 1876. Maria Rosa completa sessenta e um anos. Trabalhou muito, sofreu em seu corpo e em seu espírito, ao longo de sua vida consagrada «totalmente ao Senhor e ao consolo e alívio do necessitado». Aparece uma grave enfermidade. Sente muito dentro que Deus a chama para unir-se definitivamente com Ele.
Segue amando entranhavelmente a vida, aos pobres, aos enfermos, aos anciãos, a suas alunas, a suas filhas... Está no leito de morte. E, do fundo de sua alma, sai uma frase como grito de prece: «Deixe-me partir!». Partiu desta terra. Era 11 de junho de 1876, domingo da Santíssima Trindade. Partiu, porém vive em Deus e em sua Obra.
Venerável Maria Tereza Gonzalez Justo
A vida de Mª Tereza foi buscar sempre a Vontade de Deus, esse foi seu alimento.
Para que nos chamou? A regra nos revela uma espiritualidade concentrada em Cristo.
O fim do instituto é: Amar, honrar, fazer conhecer e adorar a Cristo. Missão é: Irmã da Consolação veio para servir os mais necessitados, pobres, enfermos.
Encarcerados... Cristo deve ser o Centro de nossa vida! Tudo segue vivo nas Constituições.
Ir. Tereza se preocupava com a indiferença, a falta de Fé, o desamor dos católicos; pensava sempre na morte, só para não ver a Jesus sendo ofendido... Dizia sempre um Sim “sustenido”. Que é a nota mais importante.
A Oração era seu trato íntimo com o Senhor; onde seus critérios, sentimentos e atitudes se transformavam nas mesmas atitudes de Cristo. Deus era o Centro absoluto de sua existência.
Teresa (o caminho da santidade)
Sua missão era ontem, hoje e sempre, a mesma: Ser imagem de Cristo Consolador.
Maria Teresa não nos deixou métodos nem programas. Ela nos deixou a experiência de uma forte vida no Espírito, onde nasceu sua intensa união com Deus, a qual brota a graça de poder ser instrumento de misericórdia e consolação ontem, hoje e sempre.
Devemos aceitar que Deus é Mistério e é Mistério Sua Ação em nós.
A altura, a largura e profundidade do homem só encontra sua plenitude em Cristo. Assim podemos entender, como em Maria Teresa, estavam presentes os padecimentos de Cristo.
Maria Teresa Gonzalez Justo sendo fiel ao Carisma da Consolação: “Consolai, Consolai, meu povo”, fez seus passos se prolongarem no tempo e no espaço. Hoje sua resposta segue viva e é luz para nosso presente. A vida de Maria Teresa foi buscar sempre a Vontade de Deus, esse foi seu alimento.
Servas de Deus: Fernandina e Eufrosina
Eufrosina Pachés Pascual nasceu em Castellón em 18 de junho, de 1869 e Fernandina Besalduch Ballester, nasceu em Cervera Del Mestre (Castellón), em 17 de novembro de 1891.
As servas de Deus Eufrosina e Fernandina, da Congregação das Ir. De N Sra. da Consolação, deram com sua vida um testemunho de amor ao Senhor na missão do Instituto. Eufrosina, cuidando dos pobres e enfermos, ao qual servia o mesmo Jesus. Fernandina, grande educadora crista das crianças. Durante a perseguição religiosa espanhola de 1936, deram sua vida pela fé, sendo martirizadas no dia 13 de agosto e em 5 de setembro respectivamente.




